Segunda Poética

  • Segunda Poética: Dos silêncios e dos ditos – Fernanda Oliveira

    Idianara Lira

    Dos silêncios e dos ditos Onde ficam guardadosos silêncios que precisavamser ditos?Pesam as pernas,marcam a história,ainda que “esquecidos”.O que acontececom a palavra que não nasceu?Adormece, coagula.Onde ficam guardadosOs silêncios que eram gritos?Acumulam.Adoecem.Na face, a paz;no peito, agito.O que acontece com a palavra abortadaantes do som?Enforca o laço do silêncio.Nem sempre…

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  • Segunda Poética: Coragem – Fernanda Oliveira

    Idianara Lira

    Coragem Encaro os abismoscom esperançosas asas.Desafio as trevasiluminando os espaçoscom radiante benquerença.Enfrento as tormentassalgando os oceanoscom fraterno suor.Contesto a crençano perene infernooferecendo a pazda ternurade meus abraços.Consciente de minhasmaculadas potências,me apoio nas fagulhasdivinas para incendiarmeu peito-afeto. (Oliveira, Fernanda. Rebento. Rio de Janeiro. Hanoi Editora. 2022. pág. 13.) Título: Rebento| Autora:…

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  • Segunda Poética: O colecionador de segredos – Mauro Felippe

    Idianara Lira

    O colecionador de segredos O que mais guardei na vidaCreio eu, foram os segredosNesta breve passagemSem cautelas, sem medos. Então, sem pretensãoDesde cedoTornei-me um colecionadorDe segredos. Mas, foram tantos…Uns já esquecidosOutros adormecidosTodos segredos. Somente agora os revelei para a minha almaQue também resolveu colecioná-losPara manter viva a minha históriaDe um…

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  • Segunda Poética: Solidão – Mauro Felippe

    Idianara Lira

    Solidão SolidãoNão é estar desacompanhadoÉ um momento de encontrar-se sóPor escolha própriaSem interseção de ninguém. Experiência positivaPrazerosa — alívio emocionalSolitude — escolha conscienteÉ sentar-se defronte à paisagem e admirá-la. Ao separar-se do ventre maternoO indivíduo torna-se solitárioProcesso naturalO mundo será o destinatário. Embora temporária — essencialÉ o momento de reflexãoPura…

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  • Segunda Poética: A ponte – Mauro Felippe

    Idianara Lira

    A PonteNão há lugar no mundo sem pontesNão há leitos sem ribeirinhosNão há horizontes sem sonhadoresNão há união sem caminhos. As pontes tornam-se caminhosQue interligam curiosos ilhadosUnem pretensiososSaciam a fome dos que estão do outro lado. Sobre à ponteFixo-me num local para tudo observarPrimeiro, de cima, a altura de uma…

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  • Segunda Poética: Tempestade – Mauro Felippe

    Idianara Lira

    Tempestade O vidro da janela tornou-se o eloEntre a rua e o meu lar singeloVem chegando algo sobrenatural. Em pouco tempo, a rua ficou alagadaJá não distingui o meio-fio da calçadaPareceu um mundo em estado terminal. Quando criança tudo era intacto, diferenteNão temia a natureza sempre imponenteTudo escoava após o…

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  • Segunda Poética: Canção – Cecília Meireles

    Idianara Lira

    Canção Eras um rostona noite largade altas insôniasiluminada. Serás um diavago retratode quem se diga:“o antepassado”. Eras um poemacujas palavrascresciam dentremistério e lágrimas. Serás silêncio,tempo sem rastro,de esquecimentosatravessado. Disso é que sofrea amarguradaflor da memóriaque ao vento fala. (MEIRELES, Cecília. Antologia Poética. São Paulo. Global Editora. 2023. pág. 112.) Título:…

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  • Segunda Poética: Humildade – Cecília Meireles

    Idianara Lira

    Humildade Tanto que fazer!livros que não se leem, cartas que não se escrevem,línguas que não se aprendem,amor que não se dá,tudo quanto se esquece. Amigos entre adeuses,crianças chorando na tempestade,cidadãos assinando papéis, papéis, papéis…até o fim do mundo assinando papéis. E os pássaros detrás de grades de chuva.E os mortos…

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  • Segunda Poética: Canção do Amor-Perfeito

    Idianara Lira

    Título: Antologia Poética | Autora: Cecília Meireles | Páginas: 336 ISBN: 978-8526017788 | Ano: 2023 | Editora: Global Editora | Gênero: Poesia | Comprar: clique aqui Adquira já o seu exemplar *Link comissionado Clique aqui CECÍLIA MEIRELES Nasceu no dia 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Não chegou…

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  • Segunda Poética: Apresentação – Cecília Meireles

    Idianara Lira

    ApresentaçãoAqui está minha vida — esta areia tão claracom desenhos de andar dedicados ao vento. Aqui está minha voz — esta concha vazia,sombra de som curtindo o seu próprio lamento. Aqui está minha dor — este coral quebrado,sobrevivendo ao seu patético momento. Aqui está minha herança — este mar solitário,que…

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